2012-03-26
2012-01-25
O Ano de 2011: Música (I)
1. Heritage - Opeth
2. Carnival is Forever - Decapitated
3. The Hunter - Mastodon
4. Ritual - The Black Dahlia Murder
5. King of Limbs - Radiohead
Menções honrosas: Carbon-based Anatomy (EP) dos Cynic e Hisingen Blues dos Graveyard.
2012-01-22
O Ano de 2011: Filmes (II)
O ano da graça de dois mil e onze ficará profundamente enraizado nos seguintes acontecimentos cinematográficos:
- Pelo Ciclo de Cinema Caseiro Ingmar Bergman;
- Pelo Sétimo Selo e a canção do Scott Walker;
- Pelos documentários sobre a Vida e a Obra do Senhor Bergman; pelas assombrosas vistas sobre a ilha de Fårö ao som dos grandes da música clássica; por Estocolmo e pela(s) viagem(s) ao Arquipélago (cinematográfica e fisicamente);
- Pelo Ciclo de Cinema Caseiro Ingmar Bergman;
- Pelo Sétimo Selo e a canção do Scott Walker;
- Pelos documentários sobre a Vida e a Obra do Senhor Bergman; pelas assombrosas vistas sobre a ilha de Fårö ao som dos grandes da música clássica; por Estocolmo e pela(s) viagem(s) ao Arquipélago (cinematográfica e fisicamente);
- Pelo O Ilusionista e pelos cenários animados de Edimburgo, Paris e Londres;
- Pelo Somewhere e o regresso dos planos silêncio-minimalistas da Sophia Coppolla;
- Pelo Inside Job e os sucessivos documentários sobre a crise financeira (Debtocracy, God Bless Island, etc.);
- Pelo adaptação do Norwegian Wood e, por arrasto, a música dos Beatles;
- Pelo Tree of Life do visionário Mallick;
- Pelo Melancholia, apesar da Kirsten Dunst, e pela farmacoterapia do Lars von Trier;
- Pelo filme do ano que mais gostei: o Midnight in Paris do Woody Allen;
- Pela Liv Ullman.
2012-01-07
O Ano de 2011: Livros
1. Aprender a rezar na Era da Técnica (2007) - Gonçalo M. Tavares
2. Os Peixes Também Sabem Cantar (1957) - Halldór Laxness
3. Um Tratado Sobre os Nossos Actuais Descontentamentos (2010) - Tony Judt
Menções Honrosas: O Senhor Valéry (2002) de Gonçalo M. Tavares e História Contemporânea de Portugal (2007) de António José Telo.
Livro #1 de 2012
Numa altura em que todos os comentadores de café parecem ser especialistas em Economia, entendo que todos nós nos devemos tornar, cada vez mais, em estudantes de Economia. Disso depende também a nossa capacidade em tomar decisões em relação ao nosso futuro e, com isso, a nossa intervenção democrática.
Economia(s), de Francisco Louçã e José Castro Caldas, é um manual que se distingue por experimentar uma abordagem plural da(s) Economia(s). Testemunhamos, ao longo de todo o livro, o cuidado permanente dos autores em explicar, juntamente com a história das diferentes correntes teóricas, a sua crítica e a discussão que originaram.
Outra das novidades deste Economia(s) é a forte componente de conteúdos que é disponibilizada em DVD: livros, vídeos, gráficos, mapas, sites, estudos, etc. Uma quase infinita biblioteca de informação económica (e não só) para quem realmente pretende aprofundar os temas abordados nos doze capítulos que compõem este manual.
Apesar da conhecida inclinação ideológica dos autores - Francisco Louçã é coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda e José Castro Caldas é investigador do Centro de Estudos Sociais da Univ. Coimbra e conhecido economista de esquerda - não se detecta aqui uma agenda política mas antes um apelo à discussão e à pluralidade na Economia para que possamos aprender com os falhanços que as teorias económicas têm encontrado na sua aplicação à realidade (como o ruir da teoria dos mercados eficientes que culminou com o envergonhado mea culpa do ex-presidente da Reserva Federal Americana, Alan Greenspan, no Congresso Americano).
Fossem todos os manuais assim.
"The Hangover - Part II" - Todd Phillips (2011)
O filme "de família" deste Natal não foi nem O Sozinho em Casa nem o ET. O filme deste Natal foi a comédia do momento The Hangover II que, como é habitual, será espremida em sucessivas sequelas até que deixe de ter piada (primeiro) e deixe de dar dinheiro (depois). E sim, é muito fraco.
2011-12-20
Livro #23 de 2011
O senhor Kraus é um jornalista que cedo percebeu que «a única forma objectiva de comentar a política era a sátira». E assim vai escrevendo as suas crónicas, satirizando os chavões e os lugares-comuns da linguagem política.
«- Mas além desse helicóptero a funcionar - disse o Primeiro Auxiliar - temos ainda um outro helicóptero que não funciona.
- Isso também conta - murmurou o Segundo Auxiliar.
- E que faz ele? - perguntou o Chefe.
- Observa.
- Vigilância.
- Está muito atento.
- O helicóptero?
- E o rádio funciona!»
2011-12-12
"Paranormal Activity" - Oren Peli (2007)
Espectacular: dormi que nem um anjo.
Resumo: suspense --> 10 min não assustadores de filme --> fim --> sucesso de bilheteira.
Olha, deve ser da idade
Pronto, o António Barreto pirou de vez e está a falar a uma só voz com o Medina Carreira.
Livro #21 de 2011
O Senhor Brecht é o senhor de Gonçalo M. Tavares que, sozinho numa sala, começa a contar histórias. Quando dá por si, a sala está cheia de ouvintes e o senhor Brecht já não consegue sair. Um livro fofo, fofo, fofo.
«Os caracóis entravam em corridas de cem metros. O filho começava a correr no sítio exacto onde a mãe morria. Nunca terminavam os cem metros em menos de dez gerações. Como demoravam muito, quando chegavam à meta, deixavam-se ficar.»E é isto, durante sessenta e cinco páginas. Lê-se em quarenta minutos. Uma edição fabulosa.
2011-12-11
Os grandes dramas do Homem Moderno
É Domingo à noite e não sabemos em que pegar para adormecer:
- Fisiopatologia e Farmacoterapia do Cancro do Pulmão,
- Monografia do Trastuzumab (desse "infame" laboratório farmacêutico que é a Roche),
- O Senhor Kraus de Gonçalo M. Tavares
ou
- Gente Independente de Halldór Laxness?
Para registo
- o lateral-esquerdo Emerson é um jogador cujo único objectivo em campo é fazer a bola e o espectador descansarem do futebol. No fundo, o equivalente àqueles cinco minutos que é suposto descansarmos por cada hora em frente ao computador;
- a quantidade do elemento sorte deste jogo com o Marítimo preencheu já as quotas para os próximos dois meses de jogos;
- está cientificamente provado que o Sport Lisboa não consegue jogar futebol no eixo de latitude onde se situa a ilha da Madeira.
Uma boa semana de trabalho a todos,
Livro #20 de 2011
«...é verdade que se um homem misturar absinto com a realidade fica com uma realidade melhor. ... mas também é certo que se um homem misturar absinto com a realidade fica com um absinto pior. ... muito cedo tomei as opções essenciais que há a tomar na vida - disse o senhor Henri. ... nunca misturei o absinto com a realidade para não piorar a qualidade do absinto.»
"Melancholia" - Lars von Trier (2011)
Atenção! Melancholia, filme do dinamarquês Lars von Trier (Dogville, Dancer in the Dark) acaba de ganhar o prémio de melhor filme do cinema europeu pela Academia Europeia do Cinema mas é um filme que deve ser visto na sala merecida: a Medeia Campo Alegre. Sala pequena, barely frequentada, onde até dá para ouvir o som da película a ser rodada.
Tem actores dinamarqueses...
(à esquerda: veste bem melhor que eu)
...e é realizado por este senhor maluquinho...
"FUCK"
...que agora já não deixa as pessoas mal do estômago.
Se tive sono? Sim, tive um bocadinho de sono. Ainda experimentei os óculos para o cansaço da vista mas consegui acompanhar os meus fellows companheiros de sala na sessão de bocejos prolongados, compreensível num final de tarde de Domingo. Os primeiros minutos do filme são magníficos:
2011-12-09
Livro #19 de 2011
O Senhor Valéry é um homem que leva a lógica até aos limites, na tentativa de explicar o mundo. As suas explicações são sempre acompanhadas de desenhos. Tem um animal doméstico nada usual e uma casa de férias muito estranha. Chega a explicações absurdas, apenas porque nunca prescinde da sua lógica. Há quem tenha dito que lembra Tati ou o Principezinho.E também há quem tenha dito que tem um dos melhores e mais subtis inícios de livro de todos os tempos: «O Senhor Valéry era pequenino, mas dava muitos saltos. Ele explicava: sou igual às pessoas altas só que por menos tempo.» :)
2011-12-04
Livro #18 de 2011
"Os delírios solitários e as tortuosas reflexões de um jovem escritor, errando através da vida urbana, acompanhado pela sua inexorável antagonista, a fome. Um romance que é o início da grande literatura do século XX."
...e que só é estragado pelo "inexorável" e sobreinterpretativo prefácio de Paul Auster. (pontos extra por ser norueguês)
"Un Poison Violent" - de Katell Queillévéré (2010)
...dans la 12ª Festa do Cinema Francês. O fofíssimo festival decorreu em diferentes e dispersas cidades portuguesas. No Porto, o fofíssimo Cinema Passos Manuel esteve apinhada do fofíssimas miúdas giras. Obrigado a todos,
Atenciosamente e com atraso.
2011-12-01
Livro #17 de 2011
O meu primeiro Camus apareceu-me na adolescência, numa daquelas ocasionais promoções do Modelo lá da terra. Na altura, o critério de escolha foi a de comprar um livro com menos páginas possível e, consequentemente, mais rápido e fácil de ler. Mal sabia eu que a apatia meursaultiana no funeral de sua mãe iria ser a primeira traulitada literária que aquele jovem imberbe havia de levar.
Dez anos depois, os cinco euros de uma edição rasquíssima da Livros do Brasil (na imagem), num dos alfarrabistas da Rua das Flores (Porto), deu-me a ler A Queda, tido como um dos seus livros de mais difícil compreensão. Uma viagem ao submundo da noite amesterdã, dizem; um longo e demorado monólogo existencialista, acrescento.
Dez anos depois, os cinco euros de uma edição rasquíssima da Livros do Brasil (na imagem), num dos alfarrabistas da Rua das Flores (Porto), deu-me a ler A Queda, tido como um dos seus livros de mais difícil compreensão. Uma viagem ao submundo da noite amesterdã, dizem; um longo e demorado monólogo existencialista, acrescento.
2011-11-29
2011-11-28
"Viskningar och rop" - Ingmar Bergman (1973)
"Bergman a cores" ou simplesmente o post que se podia chamar Liv Ullman's close ups.
Quase me consigo babar durante horas a ver os grandes planos desta senhora de idade, que é norueguesa.
2011-11-13
Não necessariamente de coisas literatas.
Há uma coisa fabulosa no iTunes que se chama JAZZRADIO.com - Cool Jazz e que me faz companhia durante as minhas leituras.
"Midnight in Paris" - Woody Allen (2011)
E aqui há tempos fui ver este ao cinema só porque já não ia ver um sozinho há muito tempo e fiquei a gostar ainda mais da Rachel McAdams. Mas assim "muito"... muito, muito.
Também gostei muito:
- da banda sonora do filme;
- de referências literárias;
- de jovens-adolescentes-que-não-me-parece-que-apanhem-referências-literárias;
- do cartaz do filme;
- e do filme.
...que é claramente sub-explorada e merecia um filme por si só.
2011-11-07
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